Wednesday, February 22, 2017

QUE REBOCADOR SERÁ ESTE?


Quem me ajuda a identificar este rebocador que aparece em primeiro plano? A fotografia está assinalada como tendo sido tirada em Lisboa em 1962. O rebocador em segundo plano é o FOZ DO LIMA dos Catraeiros, que se vê de cabo passado à proa de um navio da Blue Star Line, tudo indicando que foi tirada da Ponta da Rocha. O rebocador mais pequeno não tem o nome legível, não me parece desconhecido, mas ainda não cheguei lá...
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Tuesday, February 21, 2017

Navio-escola DANMARK deixa Lisboa amanhã

O navio-escola dinamarquês DANMARK, que se encontra em Lisboa desde 13 de Outubro de 2016, vai deixar o Tejo amanhã, dia 22 de Fevereiro de 2017, iniciando uma viagem de treino de mar rumo às Ilhas Virgens, nas Caraíbas. A largada da Rocha está marcada para as 12H30. 
Ver mais fotografias e notícias aqui. Para detalhes relativos à operação actual e história deste magnífico veleiro de três mastros armado em galera, consultar a página da wikipédia e a página do MARTEC, organismo dinamarquês responsável pela operação do navio. 
Durante o período de Inverno em que o DANMARK permaneceu em Lisboa, o navio esteve atracado à muralha norte da Ponta da Rocha, animando o local com as suas linhas elegantes e nostálgicas. Com a sua largada fica um vazio no cais.
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Wednesday, February 15, 2017

INFANTE DOM HENRIQUE travel tips

It was a great round voyage taking 45 days Lisbon to Lisbon on board the magnificent INFANTE DOM HENRIQUE, the proud flagship of Lisbon based Companhia Colonial de Navegação: Lisbon, Funchal, Luanda, Lobito, Cape Town, Lourenço Marques, Beira and back via the same ports. The first of such voyages started in Lisbon on 4 October 1961 and the next day, off Porto Santo island the INFANTE met the running mate PRÍNCIPE PERFEITO at sea returning from her second voyage. 
PRÍNCIPE was the flagship of Companhia Nacional de Navegação, the other, older Portuguese shipping concern running mail and passenger ships to West, South and East Africa.
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Tuesday, February 14, 2017

Rebocador AVEIRO

Rebocador português AVEIRO na sua última fase com as cores da firma Navegação Fluvial e Costeira de Júlio da Cruz e Rui da Cruz, Lda., de Lisboa. Fotografia feita a 16 de Maio de 1990 por Luís Miguel Correia, depois de o AVEIRO ter sido comprado à Companhia Nacional de Navegação, que o trouxe do Canadá em 1948.
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Thursday, February 09, 2017

PORTUGAL DESPERDIÇADO

Durante vinte anos a frota de navios de passageiros portugueses foi um dos temas de grande orgulho nacional. Havia nesse orgulho um factor de propaganda política, enaltecendo indirectamente a obra de ressurgimento nacional do Estado Novo, louvando Salazar e homenageando Américo Thomaz, tido como o "Pai da Marinha Mercante."
Ao mesmo tempo havia lugar a um orgulho legítimo, pois em 30 anos, de 1945 a 1975, havia-se quebrado um certo fatalismo ligado aos assuntos do mar e Portugal sobressaía pele primeira vez desde o século XVIII como nação marítima de primeira grandeza. Os nossos navios não ficavam a dever nada aos seus congéneres estrangeiros, as empresas armadoras viviam de forma equilibrada, renovando as frotas e olhando para a internacionalização ao mesmo tempo que o sector contribuía para o desenvolvimento da Indústria Naval - construção e reparação, e para o equilíbrio da balança de pagamentos com o estrangeiro.
Em parte provou-se que esta realidade era ilusória, pois o tempo demonstrou não ser sustentada por verdadeiro espírito marítimo. Apesar das aparências não se conseguiu ultrapassar o síndrome tutelar dos mercados protegidos e do guarda-chuva do Estado. Em 1975-85 esse guarda-chuva tornou-se tenebroso e deu no que deu. Um grande desperdício de navios, talentos e oportunidades perdidas, ilustrado nesta fotografia de autor não identificado, com os paquetes VERA CRUZ e SANTA MARIA encalhados na ilha Formosa em 1973, após terem sido vendidos para sucata pela Companhia Colonial de Navegação. Os navios eram muito bons, tinham 20 e 19 anos, com pelo menos mais 20 de vida futura e um potencial enorme no mercado de cruzeiros que então começava a crescer alimentado por navios com as características dos nossos mas com gente determinada e cheia de iniciativas. Foi esse o nosso drama, cultivámos o desperdício até à situação extrema. Enquanto em Portugal se deitavam para o lixo o SANTA MARIA e o VERA CRUZ, exactamente na mesma altura em Miami, um engenheiro emigrado de Israel poucos anos antes chamado Ted Arison comprava dois paquetes da mesma classe de origem inglesa e começava a companhia CARNIVAL. O resto da história todos sabem e faz a diferença entre ser um país de cacilheiros estatais versus país marítimo. E não se iludam, hoje começa a falar-se do mar, mas o espírito marítimo e a cultura do mar necessários ao relançamento dos sectores do mar em Portugal ainda cá não estão. Muita gente fala sem saber bem o que diz, nomeadamente a nosso elite política e empresarial, há que começar a ensinar a cultura dos navios e do mar nas escolas. Já.
Quanto à fotografia que mostro hoje, é das mais tristes que me é dado ver. Naveguei em ambos estes paquetes. Assisti à largada de ambos para o Oriente em 1973. Não há palavras..., a culpa é de todos nós que teimamos em brincar e culpar os governantes que são afinal aquilo que temos sabido merecer.
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IRONIA DO DESTINO: O REGRESSO AO MAR


Houve um tempo, que alguns associam ao Despacho 100 e aos esplendores do Regresso ao Mar Português, em que muita gente se orgulhou dos nossos principais navios mercantes: grandes paquetes do tipo 20/20/20, isto é, navios de 20 mil toneladas com 20 mil cavalos e 20 nós e velocidade, cujos nomes sonantes transmitiam toda a poesia marcial da portugalidade oceanica de então, traduzida por navios como o PRÍNCIPE PERFEITO ou o VERA CRUZ (Portugalidade marítima recondicionada pelo Estado Novo, muito especialmente através da dedicação inteligência e persistência de Américo Tomás). 
Foram-se estes e outros navios sem honra nem proveito e com o tempo foram dando às praias da nossa imaginação mitos e saudades dos antigos navios. 
Em pequeno o Rafael ouvia falar em casa dos encantos das travessias a bordo do PRÍNCIPE PERFEITO, o tal paquete da Nacional que era um FUNCHAL em ponto grande, até duas piscinas tinha. Vai daí, cresceu, fez-se armador e ressuscitou o nome do paquete no casco do seu lugre PRÍNCIPE PERFE ITO, que hoje fotografámos ao lado da caravela VERA CRUZ. 
Será que quando escolheram o nome para esta terceira caravela, os responsáveis pela Aporvela também se recordaram do antigo paquete da Companhia Colonial? 
Outros tempos, outro regresso ao mar como desígnio nacional, agora à vela, com motor auxiliar. Quem tiver saudades do N/T PRÍNCIPE PERFEITO ou do N/T VERA CRUZ pressione sobre os nomes desses paquetes portugueses...
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Nos bastidores do QUEEN MARY


Bellboys a bordo do paquete QUEEN MARY, 1950
Bellboys aboard the QUEEN MARY, 1950
Last summer, 88-yr old Jack Gordon (from Liverpool and himself a former bellboy) told me: "To work for Cunard was prestige, great prestige. And it was a way to see faraway places like New York City. And, in war-battered Britain with rations, too few jobs and a lingering grayness, it was a job. On the Queen Mary, in 1951, I only earned the equivalent of six or seven dollars a week -- but not counting tips, which, if you were in first class, could be quite large."
Mais uma curta história de Bill Miller, recordando o ambiente humano a bordo dos famosos QUEENs da Cunard no período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, quando a Cunard dominou as linhas transatlânticas em termos comerciais e de prestígio.
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Friday, February 03, 2017

DE LISBOA PARA O MUNDO



Ship History: "Cais e Navios de Lisboa/Lisbon Docks and Ships" by Luis Miguel Correia, signed by author, published in 1996, hardbound with dust jacket, 90 pages. Correia is well-known in the ocean liner community for his blogs, books, and photos. In this beautiful art book, Correia shares with us several hundred of the more than 60,000 photographs he has taken of the Lisbon docks since 1975. He points out that Lisbon is a crossroads of the world's nautical traffic and in this book you see it all - beautiful cruise liners, stately passenger ships, classic freighters, gargantuan container ships, little tugs, sailing skiffs, rustbuckets, and shipwreckers. The captions are in English and Portuguese. Excellent condition.

Um dos meus livros à venda no Ebay. Curioso o elogio ao Autor. Já agora, tenho exemplares novos disponíveis, que posso assinar e fazer dedicatória... Ver aqui
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Rebocador CABO DE SINES


Imagem do antigo rebocador CABO DE SINES a navegar no Tejo, vendo-se ao fundo à esquerda, o estaleiro da Lisnave ainda cheio de navios. Fotografia original de Luís Miguel Correia.

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Mersey Ferries: ROYAL IRIS

The pristine Liverpool based passenger ferry ROYALIRIS cruising on the river Mersey, May 2015.

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EBORENSE "UM", LISBONENSE "ZERO"...


O veterano EBORENSE está de volta à carreira Belém - Porto Brandão - Trafaria da Transtejo depois de ter sido anunciada a sua substituição no início do ano pelo novo LISBONENSE. Este avariou a 23 de Janeiro e vai estar incapacitado nos próximos meses, com o mesmo mal supostamente congénito que tem atacado o seu irmão ALMADENSE, e a solução de recurso foi procurar estender a validade da certificação do EBORENSE por mais algum tempo, o que foi concedido até 12 de Junho. Assim, depois de alguns dias sem serviço car ferry, o EBORENSE veio salvar a honra do convento, diga-se da Transtejo, e cá o temos de novo, desde 1 de Fevereiro e até Junho, quando terá de fazer docagem e manutenção de rotina. Saiba mais sobre o EBORENSE aqui...

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Cruzeiros em Lisboa versus Madeira

A imprensa marítimo-turística baseada em Lisboa  tem referido vitoriosamente uma notícia sobre os movimentos relativos de navios de cruzeiros em Lisboa e no Funchal mais ou menos nestes termos:
«No ano passado (2016), Lisboa recebeu 522.497 passageiros de cruzeiro e 311 escalas, contra 520.176 passageiros e 294 escalas no Funchal. Relativamente a passageiros em turnaround (os que começam ou concluem cruzeiros), em 2016, Lisboa registou 47.623 passageiros, contra 2.743 do porto do Funchal.» Concluí-se claro que no que toca a cruzeiros, Lisboa é o maior. Não é bem assim, não convém analisar actividades de navios de cruzeiros com mentalidade futebolística, que são assuntos diferentes, e já agora, sérios.
Esta notícia denota uma visão superficial do mercado de cruzeiros e da possível relação entre os diversos portos portugueses. Olhar para os totais dos movimentos de passageiros e escalas de navios entre Lisboa e Funchal como uma espécie de campeonato de futebol é ridículo e mau. Muitos dos passageiros e navios até são os mesmos, que no decurso do mesmo cruzeiro visitam ambos os portos. O Porto de Lisboa já não é o porto imperial da capital de um território que se espalhava do Minho a Timor. Nessa época o atrevimento de o Funchal por vezes ter mais passageiros e navios de passageiros que Lisboa era mal digerido, visto quase como afronta, numa época em que os estatutos dos portos eram diferentes, Lisboa e Leixões eram "Portos de Primeira", que deglutiam a maior parte do investimento estatal para a área portuária, o Funchal, tal como Setúbal e os restantes portos do Continente e Ilhas eram "Portos de Segunda", e foram muito prejudicados por essa discriminação. Festejar se Lisboa tem mais 50 passageiros e 5 escalas que o Funchal num determinado ano não serve para nada nem acrescenta nada de positivo aos nossos interesses comuns. O que se devia desenvolver era os pontos comuns entre os diversos portos portugueses que recebem navios com turistas, fazer a promoção internacional em comum, desenvolver pacotes de itinerários com escalas pelos diversos portos nacionais que atraíssem operadores no sentido de aumentar os cruzeiros com início nos nossos portos, etc...
O cronista não se lembrou, porque se calhar não sabe, de incluir nos números relativos a Lisboa, os cruzeiros locais, em que se destaca o S. PAULUS, mas aqui fica a sugestão, temos de continuar a ser os maiores...
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Saturday, January 28, 2017

Cada país tinha uma Insulana à sua dimensão

Nos tempos recuados em que os navios falavam, cada país tinha uma Empresa Insulana à sua dimensão. O CARVALHO ARAUJO e o LIMA norte americanos eram os paquetes LURLINE e MATSONIA da companhia Matson Lines, de São Francisco, que asseguravam viagens regulares no Pacífico, com partidas semanais entre a Califórnia e as ilhas Hawai. 
Eram navios do tempo do nosso CARVALO, mas em ponto grande e depois foram ambos vendidos para a Grécia e  tornaram-se o ELLINIS e o BRITANIS, da companhia Chandris, que vieram a Lisboa inúmeras vezes nas décadas de 1960 e 1970, imponentes, com as suas duas chaminés.
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Tuesday, January 24, 2017

S.S. PHILADELPHIA


Construído em 1888 com o nome CITY OF PARIS para a companhia Inman Line, este gigante de 11.500 toneladas navegou até 1922 e foi desmantelado em Itália em Setembro de 1923. De 1893 a 1899 navegou com o nome PARIS, até que um encalhe na Cornualha a 21 de Maio de 1899 obrigou a uma grande reparação e modernização, retomando o serviço transatlântico com o nome PHILADELPHIA a 31 de Agosto de 1901. Serviu a US Navy por duas vezes, de Maio a Setembro de 1898 chamou-se USS YALE, de Maio de 1918 a Setembro de 1919 navegou como USS HARRISBURG. Era um navio muito bonito...

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Monday, January 23, 2017

Uma PÉROLA DO TEJO I


No decurso de uma das minhas primeiras deâmbulações deste ano junto ao Tejo, eis que na Doca do Poço do Bispo uma pérola flutuante chamou a atenção, pelas formas do casco branco, a deixar adivinhar uma existência remota como baleeira, quem sabe se de algum dos navios portugueses desmanchado em Alhos Vedros durante a Desmaritimizão. 
Uma embarcação de traço muito popular, provavelmente destinada a suporte de umas pescarias fluviais de quando em vez...

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Batelões no Poço do Bispo

Que mal terá feito o Bispo da Lisboa Oriental, em cuja doca pairam batelões  a aguardar frete e a imaginarem-se cheios de contentores a reboque Tejo acima / Tejo abaixo?
Uns dão por nomes de meses, esses mesmo, os dos calendários, outros têm desiganções mais femininas, Rrrrita, Ruuute, e foram feitos em Viana do Castelo para a antiga Socarmar. 
Estavam assim, parados no calor fresco da tarde de 19 de Janeiro deste ano da graça de 2017.
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Marina do Parque das Nações Revisitada

A luz de Inverno que nos primeiros dias de 2017 tem feito brilhar o Tejo e as suas embarcações e navios, junto à Marina do Parque das Nações reflectia-se de forma peculiar talvez a recordar lá nas gotas mais íntimas destas águas as antigas vivências petrolíferas de quando o local se chamava Cabo Ruivo e era feudo de navios-tanques. Imagens registadas a 19 de Janeiro de 2017.
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Thursday, January 19, 2017

DE VOLTA A LISBOA - Vem aí o SANTA MARIA MANUELA

De volta a Lisboa, vem aí o Lugre SANTA MARIA MANUELA, propriedade do armador Cash & Carry (Grupo Jerónimo Martins). Regressa ao Tejo e à sua nova base na ponte-cais de Cabo Ruivo, mesmo ao lado do Oceanário, com quem partilha agora o seu testemunho de cultura marítima viva. Saiu de Viana do Castelo de costado lavado e pintado, na tarde do dia 17, após um período de 8 dias em doca seca no estaleiro WestSea, e atraca a Cabo Ruivo pelas 14 horas, pelo que está a navegar a menos de 2 nós, pois vem já próximo da Barra do Tejo.
O navio de treino de mar SANTA MARIA MANUELA foi vendido pela Pascoal e Filhos, por "motivações estratégicas e de contexto", para o Grupo Jerónimo Martins, (Recheio Cash & Carry, S.A.), "com efeitos legais a partir de 11 de Novembro" de 2016, segundo o blogue oficial do MANUELA em nota assinada pelos responsáveis pela recuperação do navio em 2007-10, Aníbal Paião e João Vieira. 
O SANTA MARIA MANUELA deixou o cais da Gafanha da Nazaré onde atracava desde 2010, a 8 de Novembro último e entrou em Lisboa na manhã seguinte, permanecendo atracado em Cabo Ruivo, junto à EXPO 98, até 8 de Janeiro, quando saiu para Viana do Castelo, tendo permanecido em doca seca de 10 a 17 de Janeiro em reparação no estaleiro WestSea, em trabalhos de manutenção técnica e pintura, que decorreram com inteiro agrado do armador. 

SANTA MARIA MANUELA na doca seca em Viana do Castelo

Posta a hipótese de o registo do navio ser transferido para a Madeira, para já manteve-se o registo convencional, em Aveiro. O MANUELA mudou entretanto de sociedade classificadora, para o Germanischer Lloyd e a tem gestão técnica da Mutualista Açoreana, uma empresa da Bensaude Marítima, que assegura igualmente a agência no porto de Lisboa.
O SANTA MARIA MANUELA foi construído em Lisboa pela CUF no estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos em 1937, lado a lado com o seu irmão CREOULA, destinando-se à pesca do bacalhau no Atlântico Norte, propriedade da Empresa de Pesca de Viana, que o vendeu em Novembro de 1963 à Empresa de Pesca Ribau, de Aveiro depois de a parceria Geral de Pescarias ter sido sondada no sentido de ver se teria interesse na sua aquisição. 

Posição do Navio de Treino de Mar SANTA MARIA MANUELA ao amanhecer de 19-01-2017

O SANTA MARIA MANUELA pescou pela última vez em 1993, na NAFO, já com redes de emalhar, e foi abatido em Fevereiro de 1994, preservando-se o casco, em parte graças à sensibilidade do Capitão do Porto de Aveiro de então, Cte. Rodrigues Pereira, passando a pertencer à Fundação Santa Maria Manuela, constituída nesse mesmo ano com o objectivo de recuperar o seu traçado original, o que não se concretizou acabando em 2007 cedido à Pascoal & Filhos, que promoveu a recuperação do MANUELA, o qual foi inaugurado, na sua forma actual, a 10 de Maio de 2010, num momento de grande significado para a Marinha Mercante portuguesa. 
Sob operação da Pascoal, o SANTA MARIA MANUELA desenvolveu intensa actividade, desde 2010, participando nas regatas da Sail Training Association, prestigiando Portugal no estrangeiro e sendo visitado por mais de 400 mil pessoas.
Integrado no universo do Grupo Jerónimo Martins, o MANUELA deverá retomar a actividade já em 2017, reforçando a ligação dos novos proprietários ao mar. Mais SANTA MARIA MANUELA aqui...
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Wednesday, January 11, 2017

GUARDA-RIOS do Porto de Lisboa

Lancha GUARDA-RIOS da Administração do Porto de Lisboa fotografada na Doca de Alcântara a 9 de Janeiro de 2017.
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Imagens da Doca de Alcântara


Imagens da Doca de Alcântara a 9 de Janeiro de 2017, com quatro dos navios de passageiros utilizados em actividades marítimo-turísticas no Tejo, LISBOA VISTA DO TEJO, PRÍNCIPE DA BEIRA, PRÍNCIPE PERFEITO e ÉVORA atracados ao cais norte, junto à entrada da doca.




Na segunda imagem, três rebocadores do novo operador PORT TOWAGE LISBON” (PTL), que iniciou a sua actividade no Porto de Lisboa no dia 01 de Janeiro de 2017, com uma frota de rebocadores, das empresas REBONAVE, REBOQUES E ASSISTÊNCIA NAVAL, SA e ISKES TOWAGE & SALVAGE. Esta empresa “Joint-Venture” reúne e complementa as competências e experiência internacional das duas empresas, de forma significativa. Aos rebocadores da REBONAVE juntou-se o SIRIUS, chegado da Holanda a 18 de Dezembro último, e que está em processo de transferência de registo para Lisboa. O SIRIUS efectuou a sua primeira operação comercial no Tejo a 9 de Janeiro de 2017. Na foto, além do SIRIUS, o MONTEMURO e o MONTEVIL.

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Monday, January 09, 2017

QUEEN ELIZABETH perdido há 45 anos

 Há exactamente 45 anos, a 9 de Janeiro de 1972, ardeu no porto de Hong Kong o então maior navio de passageiros do mundo, o gigantesco SEAWISE UNIVERSITY, antigo QUEEN ELIZABETH de 1940 da companhia Cunard, que havia sido resgatado em Port Everglades em estado decrépito pelo grande armador chinês C. Y. Tung, de Hong Kong.

Tung remodelou totalmente o paquete adaptando-o a universidade flutuante, e o navio preparava-se para deixar Hong Kong com destino ao Japão, único local no Oriente onde então era possível docar o antigo QUEEN, quando na manhã de 9 de Janeiro de 1972 se declarou fogo a bordo, que depois se comprovou ter sido de origem criminosa, e originou a destruição e afundamento do paquete. 

Menos famoso que o seu "irmão" QUEEN MARY de 1936, o QUEEN ELIZABETH era no entanto o melhor e mais bem conseguido dos dois QUEENs originais e navegou de 1940 a 1968.  
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Sunday, January 08, 2017

Liverpool's Cunard Building








Liverpool was in a festive mood for the 175th anniversary of Cunard Line, and the rendez vous of the three Cunarders on 24 to 26 May. The old Cunard Building has reopened as the Aquitania Restaurante for the period and we paid a visit with some of the resulting photographs shared here. Photos by Luís Migel Correia taken at Liverpool on 23 May 2015.
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Wednesday, January 04, 2017

Paquete MOÇAMBIQUE em Lisboa 1955-04-24


No dia 24 de Abril de 1955 estavam atracados em Lisboa 5 grandes navios de passageiros que foram fotografados de bordo do navio de carga alemão DUISBURG, ao subir o Tejo.
Um Amigo de Hamburgo acaba de me enviar as imagens, apresentando agora o paquete MOÇAMBIQUE (1949-1972), da Companhia Nacional de Navegação, atracado ao cais do Jardim do Tabaco.
Gémeo do ANGOLA de (1948-1974), o MOÇAMBIQUE era na altura o maior e mais moderno navio de passageiros da CNN, que tinha em construção na Bélgica o NIASSA (1955-1979) e em 1957 encomendou o PRÍNCIPE PERFEITO (1961-1976).
Da imagem ressaltam as linhas elegantes do casco deste magnífico paquete. Um dos navios construídos ao abrigo do Despacho 100, o MOÇAMBIQUE teve uma vida útil relativamente curta, à semelhança dos restantes paquetes portugueses da sua época, com excepção do FUNCHAL.
Em 1972 foi desmantelado na Ilha Formosa, com apenas 23 anos. Chegou a fazer alguns cruzeiros, mas nunca foi encarada seriamente a sua conversão para esta actividade hoje tão lucrativa e divulgada.
Da análise da história destes navios ressalta o desperdício que a venda prematura da maior parte dos navios provocou. E o FUNCHAL sobreviveu essencialmente graças a um armador estrangeiro que o comprou em 1985 e soube operar e gerir o navio com o profissionalismo que nos faltou. O que ficou comprovado com o fiasco da Portuscale Cruises e a agonia do FUNCHAL, que continua parado na Matinha desde 2015.
Portuguese passenger liner MOÇAMBIQUE (1949-1972) photographed in Lisbon on 24 April 1955. Photo kindly sent by my friend Cai Ronau.
Texto de /Text by L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, January 02, 2017

DOCA DE ALCÂNTARA: Agosto de 1975


Doca de Alcântara, 20 de Agosto de 1975, duas fotografias da navegação da época, com uma carga atmosférica que se perdeu depois, devido à desactivação gradual desta área portuária e posterior instalação dos postos de atracação para embarcações de recreio.
No centro da primeira imagem, vê-se o cargueiro PANARRANGE, de bandeira cipriota, a descarregar bagagens de retornados do Ultramar e por detrás, o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, já com a chaminé pintada com as cores da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, podendo em primeiro plano observar-se a proa do cargueiro FUNCHALENSE e parte de um arrastão búlgaro, em reparação na Lisnave - Rocha.
Na segunda foto, destaque para o PANARRANGE, que tem atracados pela popa os cargueiros MADALENA e JOÃO DA NOVA. No meio da doca, o rebocador MUTELA, da CTM, e à direita a popa do cargueiro CARACAS BAY, também em reparação na Lisnave da Rocha.
O PANARRANGE era um belo cargueiro de 10.433 TDW, de origem alemã, construído em Hamburgo no estaleiro Howaldtswerke no ano de 1954, para a companhia HAPAG, com o nome DARMSTAD. Estava equipado com uma turbina a vapor de 9000 shp, navegava a 16,25 nós, sendo considerado um cargueiro rápido para a época. Em 1970 integrou a frota da Hapag-Lloyd sendo vendido em 1972 à Nine Star Line, do Panamá, quando se passou a chamar TURBOSTAR. Em 1974 recebeu o nome PANARRANGE, com que navegou até Abril de 1977, quando foi adquirido por sucateiros espanhóis e desmantelado em Santander. Texto e fotos de Luís Miguel Correia publicadas originalmente neste blogue a 8 Janeiro 2007.
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