Wednesday, January 11, 2017

GUARDA-RIOS do Porto de Lisboa

Lancha GUARDA-RIOS da Administração do Porto de Lisboa fotografada na Doca de Alcântara a 9 de Janeiro de 2017.
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Imagens da Doca de Alcântara


Imagens da Doca de Alcântara a 9 de Janeiro de 2017, com quatro dos navios de passageiros utilizados em actividades marítimo-turísticas no Tejo, LISBOA VISTA DO TEJO, PRÍNCIPE DA BEIRA, PRÍNCIPE PERFEITO e ÉVORA atracados ao cais norte, junto à entrada da doca.




Na segunda imagem, três rebocadores do novo operador PORT TOWAGE LISBON” (PTL), que iniciou a sua actividade no Porto de Lisboa no dia 01 de Janeiro de 2017, com uma frota de rebocadores, das empresas REBONAVE, REBOQUES E ASSISTÊNCIA NAVAL, SA e ISKES TOWAGE & SALVAGE. Esta empresa “Joint-Venture” reúne e complementa as competências e experiência internacional das duas empresas, de forma significativa. Aos rebocadores da REBONAVE juntou-se o SIRIUS, chegado da Holanda a 18 de Dezembro último, e que está em processo de transferência de registo para Lisboa. O SIRIUS efectuou a sua primeira operação comercial no Tejo a 9 de Janeiro de 2017. Na foto, além do SIRIUS, o MONTEMURO e o MONTEVIL.

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Monday, January 09, 2017

QUEEN ELIZABETH perdido há 45 anos

 Há exactamente 45 anos, a 9 de Janeiro de 1972, ardeu no porto de Hong Kong o então maior navio de passageiros do mundo, o gigantesco SEAWISE UNIVERSITY, antigo QUEEN ELIZABETH de 1940 da companhia Cunard, que havia sido resgatado em Port Everglades em estado decrépito pelo grande armador chinês C. Y. Tung, de Hong Kong.

Tung remodelou totalmente o paquete adaptando-o a universidade flutuante, e o navio preparava-se para deixar Hong Kong com destino ao Japão, único local no Oriente onde então era possível docar o antigo QUEEN, quando na manhã de 9 de Janeiro de 1972 se declarou fogo a bordo, que depois se comprovou ter sido de origem criminosa, e originou a destruição e afundamento do paquete. 

Menos famoso que o seu "irmão" QUEEN MARY de 1936, o QUEEN ELIZABETH era no entanto o melhor e mais bem conseguido dos dois QUEENs originais e navegou de 1940 a 1968.  
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Sunday, January 08, 2017

Liverpool's Cunard Building








Liverpool was in a festive mood for the 175th anniversary of Cunard Line, and the rendez vous of the three Cunarders on 24 to 26 May. The old Cunard Building has reopened as the Aquitania Restaurante for the period and we paid a visit with some of the resulting photographs shared here. Photos by Luís Migel Correia taken at Liverpool on 23 May 2015.
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Wednesday, January 04, 2017

Paquete MOÇAMBIQUE em Lisboa 1955-04-24


No dia 24 de Abril de 1955 estavam atracados em Lisboa 5 grandes navios de passageiros que foram fotografados de bordo do navio de carga alemão DUISBURG, ao subir o Tejo.
Um Amigo de Hamburgo acaba de me enviar as imagens, apresentando agora o paquete MOÇAMBIQUE (1949-1972), da Companhia Nacional de Navegação, atracado ao cais do Jardim do Tabaco.
Gémeo do ANGOLA de (1948-1974), o MOÇAMBIQUE era na altura o maior e mais moderno navio de passageiros da CNN, que tinha em construção na Bélgica o NIASSA (1955-1979) e em 1957 encomendou o PRÍNCIPE PERFEITO (1961-1976).
Da imagem ressaltam as linhas elegantes do casco deste magnífico paquete. Um dos navios construídos ao abrigo do Despacho 100, o MOÇAMBIQUE teve uma vida útil relativamente curta, à semelhança dos restantes paquetes portugueses da sua época, com excepção do FUNCHAL.
Em 1972 foi desmantelado na Ilha Formosa, com apenas 23 anos. Chegou a fazer alguns cruzeiros, mas nunca foi encarada seriamente a sua conversão para esta actividade hoje tão lucrativa e divulgada.
Da análise da história destes navios ressalta o desperdício que a venda prematura da maior parte dos navios provocou. E o FUNCHAL sobreviveu essencialmente graças a um armador estrangeiro que o comprou em 1985 e soube operar e gerir o navio com o profissionalismo que nos faltou. O que ficou comprovado com o fiasco da Portuscale Cruises e a agonia do FUNCHAL, que continua parado na Matinha desde 2015.
Portuguese passenger liner MOÇAMBIQUE (1949-1972) photographed in Lisbon on 24 April 1955. Photo kindly sent by my friend Cai Ronau.
Texto de /Text by L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, January 02, 2017

DOCA DE ALCÂNTARA: Agosto de 1975


Doca de Alcântara, 20 de Agosto de 1975, duas fotografias da navegação da época, com uma carga atmosférica que se perdeu depois, devido à desactivação gradual desta área portuária e posterior instalação dos postos de atracação para embarcações de recreio.
No centro da primeira imagem, vê-se o cargueiro PANARRANGE, de bandeira cipriota, a descarregar bagagens de retornados do Ultramar e por detrás, o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, já com a chaminé pintada com as cores da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, podendo em primeiro plano observar-se a proa do cargueiro FUNCHALENSE e parte de um arrastão búlgaro, em reparação na Lisnave - Rocha.
Na segunda foto, destaque para o PANARRANGE, que tem atracados pela popa os cargueiros MADALENA e JOÃO DA NOVA. No meio da doca, o rebocador MUTELA, da CTM, e à direita a popa do cargueiro CARACAS BAY, também em reparação na Lisnave da Rocha.
O PANARRANGE era um belo cargueiro de 10.433 TDW, de origem alemã, construído em Hamburgo no estaleiro Howaldtswerke no ano de 1954, para a companhia HAPAG, com o nome DARMSTAD. Estava equipado com uma turbina a vapor de 9000 shp, navegava a 16,25 nós, sendo considerado um cargueiro rápido para a época. Em 1970 integrou a frota da Hapag-Lloyd sendo vendido em 1972 à Nine Star Line, do Panamá, quando se passou a chamar TURBOSTAR. Em 1974 recebeu o nome PANARRANGE, com que navegou até Abril de 1977, quando foi adquirido por sucateiros espanhóis e desmantelado em Santander. Texto e fotos de Luís Miguel Correia publicadas originalmente neste blogue a 8 Janeiro 2007.
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Wednesday, December 28, 2016

QUE FUTURO PARA O EBORENSE?

O possível abate do ferry EBORENSE parece não ter base técnica, apenas sendo alicerçado na contenção de gastos que tem estado na base da redução e decadência continuada da frota da Transtejo nos últimos anos. A questão da idade do navio é uma premissa falsa pois de facto o EBORENSE foi reconstruído em 1991 depois de oito anos parado e destinado a abate na década de 1980. Para além do seu valor histórico, o EBORENSE tem demonstrado a sua total fiabilidade e utilidade ao assegurar nos últimos meses a ligação Belém- Trafaria, durante as imobilizações quer do LISBONENSE, quer do ALMADENSE, construídos em Aveiro por 14 milhões de euros e que não têm provado em serviço por avarias constantes e custo elevado de operação. 
O LISBONENSE consome três vezes mais combustível que o EBORENSE, por exemplo. Solicitamos à Transtejo que reaprecie a decisão de desactivar o n/m EBORENSE, faça um levantamento das necessidades efectivas de manutenção técnica do navio associada a uma próxima docagem e renovação de certificados. Pela sua configuração, o EBORENSE tem ainda grande potencial para utilização em serviços turísticos, onde o potencial de crescimentos no Tejo é significativo. 
O EBORENSE é muito apreciado pela população em geral e em particular pelos utentes dos serviços fluviais no Tejo, permitindo travessias muito agradáveis, em que se aprecia a paisagem do rio e das margens de forma relaxada e descontraída, nos decks abertos. É o único dos ferries tradicionais ainda em serviço, com o seu irmão mais novo ALENTEJENSE retirado para abate e atracado no Montijo à espera de comprador. 
Uma boa possibilidade para o EBORENSE seria a sua reparação e pintura com as cores originais da antiga Parceria dos Vapores Lisbonenses, por forma a que se mantivesse disponível para os serviços de carreiras e para fretamentos e passeios com turistas. 
Não se pode deitar fora simplesmente o EBORENSE como se fez nos últimos anos com outras preciosidades da frota de cacilheiros, caso dos navios MARVILA e NACIONAL. Mais do que um cacilheiro activo e útil, o EBORENSE é um navio único, de construção portuguesa e inegável valor patrimonial e histórico.
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Friday, December 23, 2016

Livros para quem gosta de navios e do mar

Desde que me conheço que gosto de navios e do mar, quer pelo simples prazer de apreciar a grandeza desse elemento azul quase infinito em simbiose com as maiores construções móveis da humanidade, os navios, que quase se fazem gente de personalidades múltiplas, quer pelo gosto em partilhar esse entusiasmo com conhecidos e desconhecidos. 
A ideia de fazer um livro surgiu aos oito anos de idade embora o primeiro tivesse sido impresso em 1988, seguido a partir de 1992 de muitos títulos e edições com que tenho preenchido a minha vida. 
Um livro novo é sempre uma espécie de filho e por se querer dar tudo aos filhos acabei por criar uma editora (EIN-NÁUTICA), para não só escrever como produzir os meus livros de acordo com uma ideia original bem definida, evitando surpresas nem sempre boas de editoras sempre bem intencionadas, mas algo distantes do rumo pretendido pelo Autor que assim em 1995 passou também a editor. 
Esse passo permitiu de forma mais consentânea ao Autor conseguir viver do produto deste seu trabalho de navios, fotografias, histórias e livros, actividade que se teima em não valorizar em Portugal. Num tom mais intimo, fazer livros é quase um vício, de concretização permanente, lenta. Podem passar anos desde a consciência de uma ideia até à sua concretização impressa, dois, às vezes três. Um dos meus livros levou dezassete dias decorridos entre começar a ser escrito até acabar de ser impresso e encadernado, mas foi um caso especial, por sinal bem conseguido e entretanto esgotado.
O livro de que mais gosto é sempre o próximo, o que ainda não está acabado, que neste momento se chama NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES e espero concluir em 2017. Tenho estado a dedicar até dez horas diárias a esse livro novo que já leva mais de um ano de trabalho organizado de pesquisa e escrita. Dez horas que não sinto passarem, como aconteceu ontem, em que quando dei por mim eram quatro da manhã sem que o tempo tivesse feito sentir de facto. 
Ontem viajei no tempo e embarquei clandestino na viagem inaugural do SANTA MARIA, desci o Tejo a 12 de Novembro de 1953 para regressar a 18 de Dezembro. Esse primeiro de Dezembro foi passado em Buenos Aires, onde o navio foi tão bem recebido que o Presidente Peron visitou o paquete e brindou à saúde de Portugal e do SANTA MARIA com um cálice de Madeira, preferido ao Porto que lhe fora oferecido inicialmente. Como gesto de agrado, Peron assinou nesse dia um indulto especial que permitiu a libertação de todos os portugueses presos em cadeias da Argentina, ao que parece não eram muitos, para que todos pudessem ver esse navio imponente e moderníssimo. Como cortesia adicional ofereceu ao Ministro Américo Tomás, que seguia a bordo, uma fotografia autografada com dedicatória.
Mudando de tempo, ontem saltei alguns anos e descobri que até 1957 os paquetes vindos da Guiné só atracavam em Lisboa depois de desinfectados, operação feita ao largo num dos ancoradouros do Porto de Lisboa . Foi o ANA MAFALDA o primeiro paquete vindo de Bissau a atracar directamente à estação marítima, com os seus 31 passageiros, a 19 de Março de 1957, enfim apenas uma de muitas curiosidades e factos com que estou a reconstruir a história dos paquetes portugueses que espero seja tão bem recebida como o livro sobre o mesmo tema que publiquei em 1992, então com edição da Inapa. Não será por falta de trabalho e entusiasmo meu.
Entretanto, há já muitos livros meus publicados e feitos para quem goste de navios. Pedidos de informação relativa a encomendas podem ser feitas directamente para o telefone 351 967 041 525, ou para o mail linerbooks@gmail.com, ou ainda visitando as melhores livrarias que têm títulos disponíveis, aqui se divulgando algumas capas. 
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Thursday, December 22, 2016

Navio-escola SAGRES e o Natal

Este ano, o N/E SAGRES comemora o período de Natal, com uma magnífica "árvore de Natal" de luzes nas vergas do mastro grande do navio. O efeito salienta de forma especial a beleza do navio, que fomos registar à Base Naval de Lisboa, precisamente ao anoitecer, momento e que as variações de luz possibilitam fotografias particularmente interessantes, de que se apresenta uma pequena selecção.
 Fotografias de Luís Miguel Correia feitas a 21 de Dezembro de 2016.








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Os navios de que mais gosto...






Volta e meia alguém me pergunta qual o meu navio preferido, ao que é praticamente impossível responder. Normalmente digo que o preferido é aquele a bordo do qual estou nesse momento, mas de facto há navios especiais que ao longo dos anos me marcaram. 
Quanto a navios portugueses, é o caso dos paquetes VERA CRUZ e SANTA MARIA, os primeiros navios em que naveguei, é o caso do FUNCHAL, por nele ter embarcado inúmeras vezes desde 1963, é o caso da SAGRES e do CREOULA, pelas suas características únicas e por ter tido uma ligação concreta a ambos nos meus tempos de juventude: um curso de marinharia para estudantes do liceu aos fins de semana a bordo da SAGRES em 1972-73, aulas práticas de marinharia a bordo do CREOULA atracado a Santos como aluno da Escola Náutica anos mais tarde.
Hoje, 21 de Dezembro de 2016, foi um dia especial em que visitei os dois últimos, com uma luz de fim de tarde deslumbrante, na Base Naval de Lisboa, ao Alfeite. Aqui fica o registo...

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